Várzea Cova
História
Várzea Cova é uma Freguesia antiquíssima que pertence ao Concelho de Fafe. É uma das freguesias mais características e mais distantes do centro da cidade.
Existe fortes vestígios de ter havido aqui vivência pré – histórica, provada através da construção megalítica da Malhadoura. Várzea Cova tem sinais de vestígios de edificações dolménicas e castrejas, denunciadas pelos toponímicos dos lugares que fazem parte integrante do seu terreno, surgindo nas inquirições de tempos antigos. Assim, são evidentes sinais, como por exemplo, em Bustelo (BASTELO), derivado medieval de busto, de sentido pastoril (do latim bustu), de sentido necrológico-sepultura antiga; Facha (FACHA DO MONTE), topónimo designação de forte, civitas pré-Romanas, castelo da reconquista (altura de um castelo); Outeiro (RUA OUTEIRO DA VILA); VARZEA COVA, nome principal (por ter sido ali construída uma igreja ou ermita em honra de Santa Maria (que se tornaria na Igreja Paroquial) .
A Igreja, que data de 1758, foi restaurada e ampliada em 1971. Outrora existia um mosteiro Beneditino filiado ao mosteiro de Basto, assim falam as gentes desta terra, e historiadores que datam o mosteiro de Várzea Cova de 1131[1]. Segundo o primeiro volume dos Documentos Régios , na delimitação do couto de Cabeceiras, o mosteiro de Varzena situa-se perto de Portela, a 1km da atual Igreja Paroquial.
[1] Cf. Marques, José , Arquidiocese de Braga no Séc. XV, Lisboa, Imprensa Nacional-C. M, 1988.
Várzea Cova contém dois núcleos populacionais concentrados, distanciados um do outro, como sempre acontece nas zonas montanhosas. Bastelo, situado no declive de uma serra, é considerado o mais típico núcleo rural de montanha do concelho.
Núcleo de Várzea Cova
Núcleo de Bastelo
Heráldica
- Escudo de ouro, com dois ramos de carvalho verde, glandados de ouro e um encontro de touro barrosão, de vermelho, com um chocalho de azul.
- Coroa mural de prata de três torres.
- Listel branco, com legenda a negro: «VÁRZEA COVA»
Rota dos Espigueiros
Várzea Cova situa-se num vale apertado entre dois montes.
Possui terrenos férteis, irrigados por diversos riachos subsidiários do rio Vizela, e grandes quintas. A sua atividade económica predominante é, ainda hoje, a agricultura de subsistência.
Outrora, a grande produção agrícola desta terra foi o milho. O elevado número de espigueiros existentes junto ás casas típicas de lavoura desta localidade são exemplos da importância que esta cultura teve para estas gentes.
Os espigueiros são excelentes exemplares da arquitetura popular do Minho. Servem para armazenar as espigas de milho, protegendo-as da humidade e dos roedores. Conhecidos também por canastros ou caniços, são construídos em diversos materiais e a sua arquitetura varia de região para região. São pontos de referência na paisagem rural minhota.
Rota dos Espigueiros (PR 5 FAF), é a melhor forma de promover e preservar o património construído – os espigueiros –, que faz parte da nossa identidade cultural, a qual se desenvolve ao longo de 12 km por caminhos magníficos dos lugares de Bastelo e Várzea Cova. Este percurso é sobretudo um percurso pedagógico. É perfeito para a observação de espécies autóctones, para o reconhecimento de um vasto património ambiental e para a contemplação das diversas manifestações da vida rural.